9 de dezembro de 2013

A bolsa do bebê

Ei, você que tem ou terá um bebê, como escolheu a bolsa do dia-a-dia? O que leva nela? Usa uma bolsa para ele e outra para você?

Bem, eu gosto de praticidade, que se traduz em uma bolsa só para todos (inclusive as coisas do pai e dos dogs). Não quis uma bolsa azul clarinha, com ursinho e bolinhas. Como sou eu que carrego quase sempre, e às vezes o André, escolhi uma bolsa preta, que combina com tudo. Já faz 1 ano que comprei, mas só agora lembrei de falar dela. Nem sei se ainda tem pra vender em algum lugar. É essa da foto abaixo.

Bolsa Nike Track Tote

Por que essa bolsa? Primeiro de tudo, o preço. Paguei R$90. 
Segundo: tem mil bolsos. Por fora tem dois laterais enormes e na frente dois com zíper. E essas duas alças que dá pra usar tanto no ombro, quanto transpassada. Só quem carrega um bebê e uma bolsa ao mesmo tempo sabe o quanto tudo isso é útil. (Fora os bolsos de dentro que dá pra deixar tudo bem organizado.)

Imagina ter que tirar o bebê do bebê conforto, trancar o carro e guardar a chave? Enfia a chave no bolso lateral, que vai estar fácil de encontrar quando precisar abrir o carro. 

E o tamanho é ótimo, cabe tudo o que preciso levar para ele. Vou fazer uma listinha do que carrego sempre, para ter uma ideia do que cabe dentro. Ah, dos cachorros levo enforcadeira e saquinhos para catar cocô. Meu e do André: câmera fotográfica (levo sempre a compacta), ipods, carteiras, óculos de sol, celulares e documento do carro. E mais, um batonzinho, grampos e elásticos de cabelo. 

Agora do bebê:
• Trocador dobrável de plástico. Por mais que "sempre" tenha trocador nos lugares, uso o dele por uma questão de "tenho nojinho". A não ser que tenha papel descartável que cubra o trocador, aí desencano de usar. 
• Pacote de lencinhos umedecidos. Serve para tudo. Limpar a bunda do bebê, as mãozinhas, as patinhas dos dogs, a mão do marido que calibrou o pneu…
• Um pacotinho com 6 fraldas. Ah, mas não vai usar tudo isso! Mas vai, que, né? Melhor ter de sobra.
• Saquinhos de lixo tamanho "pia da cozinha". Para jogar a fralda, caso precise trocar num lugar que não tem lixo, enfia no saquinho e dá um nó, depois joga num lixo que encontrar. 
• Álcool gel, daqueles de bolsa, pitico, que tem em qualquer farmácia.
• Uma mantinha de malha, que dobrada já serviu de travesseiro, ou para a utilidade real, se o tempo virar ou se o ar do carro estiver bem gelado.
• Um saquinho de tela com uma troca de roupa de calor e uma de frio.
• Um pote de cotonete.
• Um hipoglós.
• Uns 2 ou 3 paninhos de boca.

Como já disse em algum post, não dou mamadeira, mas se precisasse, teria espaço pra ela. E cabe mais coisas. Bolsa tipo "coração de mãe". 

Cada mãe (ou pai) tem uma necessidade, tem quem goste de carregar uma bolsa pra si e outra pro bebê. Tem que prefira mochila. Mas para mim essa é a bolsa perfeita. 

Se esse também for seu estilo e você não encontrar mais dela, procure uma com o mesmo "jeitão", vista na loja, se imagine com o bebê no colo (se ainda não tiver um), e use só uma mão para fazer as coisas. 

Ah, e deixe sempre a bolsa com tudo dentro, para o dia que precisar sair correndo não ter que arrumar tudo às pressas. No máximo pegar uma troca de roupa.

7 de dezembro de 2013

10 fatos sobre a minha gravidez

Me aproveitando da ideia do videopost da Bella (aqui), resolvi listar 10 fatos sobre a minha gravidez (se você ler os posts de 2012 aqui no blog, encontra todos hahahah).

1. Depois de 11 anos juntos, eu e o André resolvemos engravidar. Joaquim foi planejado. Não foi no susto.

2. Sempre fui estressadinha, mas quando engravidei me tornei a pessoa mais zen do planeta.

3. Desde o dia que descobri que estava grávida, achei que era menino. Intuição? Não? Me baseei naquela teoria de que quando o sexo é no dia da ovulação é mais provável que seja menino, porque o espermatozóide menino é mais rápido e tal.

4. Não senti enjoo nenhum dia. Nem desejo. Só sabia que estava grávida porque a barriga crescia.

5. Fotografei a barriga todas as quintas-feiras a partir da 13a. semana. Quinta era o dia que eu completava mais uma semana.

6. O nome não foi escolhido pq a Angélica e o Luciano Huck têm um Joaquim. Fiz uma lista e coloquei esse nome lá. Uma noite fomos na casa de uns amigos e começamos falar todos os nomes possíveis (Carlos, né, Magda e Emerson? ahahahah). O André gostou de Joaquim. Depois descobrimos que nós dois tínhamos bisavô com esse nome, ambos pais de nossas avós maternas. E as avós amaram a escolha! Pronto, nome escolhido!

7. Quando estava de 6 meses, fui no show do Planet Hemp. Consegue imaginar?

8. Até poucas semanas antes do parto não tinha decidido se queria normal ou cesárea. Optei por normal.

9. O trabalho de parto durou apenas 3h. Pedi anestesia já com 10 cm de dilatação e o Joaquim nasceu logo depois. Na verdade pedi anestesia antes, mas o anestesista achou melhor esperar pra não correr o risco de atrasar o parti. Fizeram episiotomia. Foi na terça-feira de carnaval. O André esqueceu a câmera na bolsa, que já estava no quarto, e o parto não foi registrado. Não deu tempo de ir buscar.

10. Minha médica não chegou a tempo porque achou que eu ficaria 10, 12h em trabalho de parto. Ela estava no sítio em outra cidade e não quis pegar estrada na hora que liguei, no meio da madrugada. Quando ela chegou, Joaquim já tinha nascido fazia mais de 1h. O parto foi feito pela equipe do plantão.

6 de dezembro de 2013

Ser mãe é...

…acordar 2, 3, 4, sei lá quantas vezes de madrugada e ainda assim ter pique no dia seguinte.

…se culpar por aquela vez que deixou de colocar o cinto e o bebê caiu do carrinho.

…trabalhar com o bebê no colo, usando só uma mão (até para fazer path no photoshop).

…começar usar a mão esquerda para isso, inclusive.

…errar para acertar.

…babar a cada novidade.

…aprender amamentar deitada para tentar descansar um pouco mais.

…ter uma câmera sempre por perto.

…saber filtrar palpites.

…parar de assistir novela e começar assistir desenhos/programas infantis.

…decorar todas as falas e músicas de todos eles.

…perceber que existem só meia dúzia de dubladores.

…descobrir que um pote de cotonete vazio faz mais sucesso do que um brinquedo da fisher price.

…deixar para amanhã o que não precisa fazer hoje.

…ter vontade de trucidar o motorista de caminhão que passa buzinando bem na hora que o bebê conseguiu dormir.

…não assistir telejornais para não saber de coisas ruins que acontecem com crianças nesse país de merda.

…fazer cara de paisagem quando sai para passear com bebê no chuvisco e uma vovózinha vem dizer "tadinho, tá molhando os pezinhos!" sendo que, no fundo, a vontade é de responder que ele não é de açúcar.

…sair para comprar coisas para você, mas só enxergar coisas para o bebê.

…uma das melhores coisas da vida! (se não for a melhor)

5 de dezembro de 2013

Sobre amamentar em público

Taí um assunto bom de falar.

Depois de uma mãe ter sido impedida de amamentar no Sesc Belenzinho e rolar um "mamaço" no local, será votado em 2014 um projeto de lei que prevê multa de R$500 para o estabelecimento de São Paulo que impedir a amamentação (Fonte: Folha de São Paulo).

Não sei o q é pior: criarem uma lei para tornar legal algo que é natural ou cobrar míseros R$500 de um estabelecimento que impedir a amamentação. Né?

Sou daquelas que não tem vergonha de "pagar peitinho" se o Joaquim estiver com fome. Claro que não vou dar o peito pra ele em um local público só por dar, para mostrar que amamento, mas se estiver na hora da mamada, e ele pedir, por que não?

Já amamentei em shopping, em cafeteria, em festinha de criança, em loja e até na igreja. E no último fim de semana fomos numa festa (onde 90% das pessoas não nos conheciam), no período da tarde, ou seja, claro que o Joaquim ia tirar a soneca sagrada no meio da festa… mamando!

Nessa festa tinham mais 3 ou 4 bebês e todas as famílias levaram uma mamadeira cheia de fórmula na bolsa. Menos eu. Joaquim não usa mamadeira. Escolhi assim.

No salão de festas tinha umas poltronas e lá sentei para amamentar e
fazê-lo dormir na hora que ele quis. Antes disso o André me perguntou se eu ia amamentar ali mesmo, que nem todo mundo gostava de ver. Vou deixar meu filho com fome? Ou que fosse só pra "chupetar" para dormir, ia amamentar no banheiro, escondida para não incomodar? Claro que não!

Realmente, as pessoas olhavam torto, moviam o olhar rapidamente para a parede, para o chão, só para não olhar pras minhas tetas. Aliás, uma teta estava dentro da boca do Joaquim e a outra guardada, ninguém tava vendo nada além de um momento de acalentação. Eu sorria para todos. Mas quase ninguém sorria de volta.

Inclusive essa foi a segunda festa que ouvi a pergunta "você ainda amamenta?" com um tom de espanto. Como se fosse o maior dos pecados.

Mas carnaval na avenida, cheio de peitolas com glitter, todo mundo assiste. Playboy, todo mundo "lê"!
E o que constrange é um ato de amor.

Update: Foto tirada pelo meu pai 

4 de dezembro de 2013

Criação com apego (intuitiva)

Sabe intuição de mãe?

Desde que o Joaquim nasceu, sempre dei MUITO colo. Deixava ele agarradinho em mim o tempo todo, assim, ó:

Joaquim com 3 semanas de vida

Ouvia perguntas do tipo: "Quando ele dorme, você coloca no berço/carrinho?". Não. As poucas vezes que fiz isso, ele acordou e tirei de lá. Em algumas poucas vezes consegui colocá-lo no carrinho enquanto dormia sem acordá-lo para fazer alguma coisa pela casa, mas foram pouquíssimas.

Voltei a trabalhar quando ele tinha 1 mês porque não dá para viver de salário maternidade, sendo que sou autônoma e se não trabalho, não ganho $$. Para quem não sabe, trabalho em casa. E desde então, trabalho com ele no colo. Com o maior prazer. 

Assim está ele neste exato momento:

Agora com quase 10 meses, ainda dormindo no colo, 
enquanto digito com uma mão.

E todo mundo me fala : "Ai que bonzinho que ele é!". É mesmo! E eu super acho que tem a ver com esse colo constante.

Claro que hoje, a 8 dias de completar 10 meses, ele só pede colo quando quer mamar e dormir. O negócio dele é mais ficar no chão, brincando ou engatinhando e se apoiando onde dá para ficar em pé. Mas eu estou aqui para dar colo na hora que ele quiser.

"Ah, mas ele vai ficar mal acostumado". Será que é um mal costume? Eu amo dar colo. Daqui um tempo ele não vai mais querer saber disso (ou vai?).

Outra coisa, ele dorme no meu quarto, na minha cama boa parte da noite e no berço dele outra parte dela. Mas no meu quarto. Mesmo quando viajamos, na casa da minha mãe o berço dele fica no meu quarto, claro, no quarto que era meu. E na casa de Ubatuba também, apesar de ter mais 2 quartos, é no nosso que ele fica. Grudadinho na minha cama. Comecei amamentar deitada. A poltrona de amamentação quase não uso mais (adeus dor no pescoço por dormir toda torta amamentando na madruga). Para não dizer que não uso nunca, uso nos dias de faxina, enquanto rola limpeza na sala e ficamos todos no quarto, sento lá. 

Enfim, acho que isso é só o começo. Se é por isso que o Joaquim é tranquilo? Talvez sim! Eu sempre achei que era porque fui a pessoa mais zen do mundo durante a gestação. Pode ser que seja por isso também. 

Eu nem sabia que existia "criação com apego", praticava intuitivamente. Recentemente, coisa de 2 meses, no máximo, pra cá, comecei a ler sobre e me identifiquei. Aqui tem um blog bem bacana que trata do assunto com mais profundidade, para quem se interessar:
http://paizinhovirgula.com/series/principios-da-criacao-com-apego/

Dá uma lida! Vale a pena! Pratique também!